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Instituição dará continuidade ao programa de certificação na área

A EduQualis (www.eduqualis.com.br), instituição educacional com foco em ensino, gestão e inovação, passou a realizar, este ano, eventos para discutir e qualificar entidades por meio de metodologias inovadoras de ensino e aprendizagem e estimular o desenvolvimento de projetos inovadores nas áreas em que atua.

A instituição pretende, ano que vem, dar continuidade ao desenvolvimento do programa de Certificação Profissional em Gestão da Saúde, e se prepara também para estruturar projetos de graduação em engenharia; em gestão com ênfase em empreendedorismo; inovação e sustentabilidade; além de uma pós-graduação em Engenharia Aplicada a Healthcare. Cinco encontros estão programados.

O último painel promovido pela EduQualis aconteceu no início do mês e reuniu, em Belo Horizonte, 40 executivos de hospitais, clínicas e operadoras de planos de saúde de Minas Gerais, além de consultorias e prestadores de serviços.

De acordo com o professor doutor Ricardo Guimarães, cofundador e sócio da EduQualis, o debate, moderado pelo professor da Fundação Dom Cabral (FDC) Carlos Arruda, contou com dois palestrantes, Gustavo Vilela, sócio líder Healthcare da Ernst & Young (EY), e Marcelo Guimarães, sócio da Health Invest e fundador da Oncoclínicas do Brasil. “O tema do encontro foi ‘Fusões e Aquisições no Mercado da Saúde’. Chegamos à conclusão de que o setor caminha para uma concentração. Dado apresentado por Vilela aponta que, nos Estados Unidos, 30% do setor de saúde já passaram por um processo de concentração (fusão e aquisição), enquanto no Brasil o índice é de 3%. Isso quer dizer que há espaço para uma maior criação de grandes grupos de saúde porque serão pressionados por fatores econômicos e gerenciais” explicou Guimarães.

Segundo o executivo, a integração entre os setores no Brasil deve acontecer brevemente. O palestrante e presidente do Hospital Vera Cruz, Marcelo Guimarães, disse que a oncologia liderou uma primeira onda de consolidação da saúde no Brasil, mas esse movimento ainda é incipiente. Guimarães revelou que a equipe EduQualis tem se reunido com lideranças da saúde para entender os desafios e oportunidades para esta integração. “Os problemas passam por gestão e escala. Consolidados em grupos ou redes, as organizações podem ser geridas de forma mais profissional e ativa. É preciso mudar o modelo de negócio do setor no Brasil, baseado no grupo de médicos que fundam um hospital, participando da administração enquanto clinicam.”

O sócio da EduQualis garantiu que muitas vezes esses médicos não estão preparados para negociar com potenciais investidores, que começaram a chegar depois que o governo liberou a participação de capital estrangeiro na saúde, em 2015. “Observamos que as mudanças no marco regulatório, que permite a entrada de estrangeiros, e a necessidade de profissionalização do setor, requereriam um processo gradual de envolvimento destas lideranças e o compartilhamento de experiências já consolidadas”, opinou Guimarães. De acordo com ele, existem enormes diferenças entre custos e remuneração de profissionais e, com baixos rendimentos, alas inteiras de hospitais têm sido fechadas.

Além disso, o setor é mal financiado porque operadores de saúde não dão garantias à área

financeira. O sócio da EduQualis garantiu que a profissionalização administrativa e de governança no setor da saúde é uma necessidade. Para ele, a área somente alcançará um novo patamar de eficiência se todos os elos da cadeia da saúde forem atingidos por um movimento de profissionalização. “Além dos hospitais, temos que pensar nas faculdades de medicina, fornecedores da área e em tantos outros atores envolvidos no processo. Hoje, falta quem se dedique ao estudo e ao ensino da gestão aplicada à área da saúde, por isso criamos a EduQualis”, avaliou Guimarães. A instituição já havia realizado painéis voltados à educação. Este foi o primeiro relacionado à área da saúde.

Em 2017, a EduQualis inicia o Healthcare Meetings, que abordará temas atuais e o futuro do setor. A série de encontros começa em março, com um debate sobre como as instituições de saúde devem se preparar para a abertura de capital. Em maio, será discutida a adoção de estratégia digital no setor. Em julho, setembro e novembro, serão encontros sobre a gestão de empresas do setor com foco em performance, gestão financeira e ainda em inovação. “Na área da inovação, a instituição correalizará, em parceria com a Fundep/Fundepar, o programa de acelera- ção de startups Lemonade Healthcare&Wellness, que tem como objetivo transformar ideias e tecnologias em negócios viáveis”, encerrou o executivo. O programa é voltado para profissionais e estudantes do setor da saúde, engenharia, tecnologia da informação e gestão, que tenham como interesse comum a vontade de inovar e de empreender.