Escolha uma Página

Nos dias 30 e 31 de maio de 2016, o Crea-Minas promoveu o I Congresso de Instituições de Ensino, na sede do Conselho. Durante o evento, que teve como tema “O futuro da engenharia no estado de Minas Gerais e no Brasil”, foram realizadas palestras, discussões e sessões técnicas. As atividades foram marcadas por debates sobre o ensino, a formação do profissional e o mercado de trabalho da engenharia e da área tecnológica.

Abertura

Na abertura do evento, compuseram a mesa o presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Jobson Andrade; o diretor de Relações Institucionais, engenheiro civil Luiz Gonzaga Campos Chaves; a conselheira federal suplente das instituições de ensino do Confea, engenheira civil Enid Drumond; o coordenador do Colégio de Instituição de Ensino e diretor da Escola de Engenharia da UFMG, engenheiro eletricista Alessandro Fernandes Moreira; e a coordenadora de Relações Institucionais da Federação das Empresas Júniores do Estado de Minas Gerais (Fegemg), a graduanda em engenharia química Clara França Valadares.

O coordenador do Colégio de Instituição de Ensino, Alessandro Fernandes lembrou que quando foi iniciada a discussão sobre a criação do Colégio de Instituição de Ensino havia muita desconfiança tanto dos professores quanto do Conselho sobre a possibilidade de sucesso da ideia. “Hoje acho que nós estamos aqui quebrando um paradigma que é trazer as escolas de engenharia para discutir a formação do engenheiro, a formação do agrônomo, a sua responsabilidade com a sociedade e também trabalhar junto com os conselhos profissionais na regulamentação da profissão”, afirmou. Alessandro ressaltou que hoje existem projetos importantes do Colégio no Conselho. “A nossa revista lançada no ano passado foi um sucesso, a Feicintec já é marca e agora nós marcamos novamente aqui com este Congresso e trazendo uma novidade que é o selo de qualidade”, destacou Alessandro.

O presidente do Conselho, engenheiro civil Jobson Andrade, lembrou dos desafios enfrentados durante a criação do Colégio de Instituição de Ensino do Conselho e a importância do espaço para a integração com as universidades. “Nós precisávamos criar um o ambiente para debater, discutir e colocar projetos que pudessem ser apoiados pelo Crea-Minas. Tivemos algumas dificuldades iniciais que precisávamos vencer e pela simples integração das universidades neste ambiente nós já avançamos, ressaltou Jobson.

Selo de Qualidade

O segundo dia de atividades do I Congresso das Instituições de Ensino – O Futuro da Formação dos Engenheiros e da Engenharia no Brasil e em Minas Gerais foi marcado pelo lançamento do projeto piloto do Selo de Qualidade para as instituições de ensino e pela abordagem acerca dos currículos acadêmicos de engenharia e o mercado de trabalho.

O presidente do Crea-Minas, engenheiro civil Jobson Andrade, inaugurou os trabalhos, destacando o pioneirismo e importância do Selo de Qualidade que será conferido pelo Crea-Minas às instituições de ensino do estado. “Estamos iniciando uma jornada inovadora. Este Selo vai contribuir com a melhoria na formação e qualificação dos estudantes da área tecnológica, valorizando o saber tecnológico. Gostaria de parabenizar o CIE e a todos que colaboram para o planejamento e execução deste projeto”, enfatizou o presidente.

Na sequência, o coordenador do grupo de trabalho do projeto Selo de Qualidade Crea-Minas, engenheiro mecânico Renan Billa, detalhou o trabalho. “O Selo destacará os cursos cadastrados no Crea-Minas que se diferenciam pela qualidade na formação profissional oferecida para as diversas modalidades do sistema Confea/Crea”, explicou. O coordenador também ressaltou que a intenção do projeto não é fiscalizar projetos pedagógicos. “Este é o único Selo que trata da atribuição profissional, vamos avaliar sua pertinência com a realidade da engenharia, com foco na formação do egresso”, afirmou.

O CEO da EduQualis, engenheiro civil Aécio Freitas Lira, presente na solenidade, classificou a criação do selo como uma decisão estratégica e de extrema importância para a educação. “Hoje o Crea de Minas Gerais avança de maneira espetacular, no sentido de acordar a comunidade da engenharia para a necessidade de reavaliação do sistema educacional da área tecnológica. Será uma longa jornada, mas este é o primeiro passo para promovermos a melhoria de um cenário caótico”, avaliou.

Debate

“Os currículos acadêmicos de engenharia e o mercado de trabalho” foi o tema da palestra do dia. Participaram o coordenador geral da Comissão de Ensino do Sistema Confea/Crea, engenheiro mecânico Josias Gomes Ribeiro Filho, e, representando a Associação Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), a engenheira civil e doutora em Educação, Adriana Maria Tonini, sob a coordenação do coordenador do CIE, diretor da Escola de Engenharia da UFMG e engenheiro eletricista Alessandro Fernandes Moreira.

Para Josias Gomes a “aproximação do Conselho com a academia é algo extremamente animador, estamos juntando esforços para repensar estratégias curriculares e as atribuições conferidas”. Adriana Tonini, por sua vez, destacou que “é preciso desengessar o currículo, proporcionando ao estudante contato com aspecto profissionalizante desde o início do curso”.